Duas histórias minhas precisaram ser contadas e detalhadas para que eu fosse finalista duas vezes na disputa do Prêmio Espírito Público 2019 e em 2020. A primeira história foi a jornada na Universidade, com a fundação e construção do Laboratório de Computação Científica e Visualização da UFAL. O LCCV/UFAL hoje é um dos 10 Laboratórios do Brasil que mais captam recursos de P&D aplicados ao setor de óleo, gás e energia segundo último levantamento da Agência Nacional do Petróleo.
E a segunda história foi construída de 2011 à 2014 em minha atuação como Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Alagoas.
As duas jornadas tiveram seus resultados concretizados a partir de um grande número de projetos que envolveram sempre um grande número de stakeholders, líderes de times e colaboradores e que trouxeram grande impacto para a universidade e para o Estado de Alagoas.
Fiquei entre os 10 finalistas da categoria relacionada à inovação e tecnologia, intitulada Governo Digital. Trago aqui os dois textos que me levaram a essa posição, e contam parte da minha jornada com os projetos complexos inovadores de alto impacto.
“Ao voltar do doutorado na PUC-Rio para a Universidade Federal de Alagoas, inconformado com contraste entre as condições de trabalho nos dois ambientes, liderei a construção de uma das maiores infraestruturas computacionais da América Latina em Alagoas. Este laboratório tem em seu portfolio, projetos de vanguarda, cujos valores superam 50 milhões e vive seu auge em meio uma das maiores crises das universidades públicas do país. Liderar o processo, formando líderes, mostrando aos envolvidos que conexão entre competências distintas geraria um resultado maior que a soma das partes foi a estratégia fundamental. Como consequência, fui convidado a atuar como Secretário de Estado. Podendo, então, realizar o trabalho de maior significância em minha vida.” Eduardo Setton
“Dar visibilidade a uma Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de um Estado periférico foi minha maior realização no setor público. Uma Secretaria invisível ao próprio governo, orçamento e condições inenarráveis tornaram o ponto de partida inacreditável. Novamente, inconformismo e trabalho, tornaram possível a entrega de 2 polos tecnológicos no interior, o início de um na capital, o avanço do #sururuvalley (ambiente de startups), o videomonitoramento, os mais de 50 telecentros instalados em comunidades carentes, e sobretudo, a mudança de patamar na conectividade das escolas, hospitais e órgãos públicos, foram parte do trabalho de maior significância em minha vida. As condições da Secretaria são públicas; e os resultados obtidos também.” Eduardo Setton